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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Reunião entre funcionários e empresas aéreas termina sem acordo


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Expectativa de greve está mantida para quinta-feira (23).

Sindicatos querem aumento de 13% e de 15%; empresas oferecem 6%.


Reunião no Ministério Público do Trabalho, entre aeroviários,aeronautas e sindicatos patronais, nesta terça-feira (21), para tratar de negociações salariais. A reunião não obteve êxito e os aeroviários pretendem entrar em greve próximo ao dia de Natal.  
Reunião no Ministério Público do Trabalho, entre aeroviários,aeronautas e sindicatos patronais chegou ao fim sem acordo e os aeroviários pretendem entrar em greve. (Foto: Ed Ferreira/AE)
Terminou sem acordo a reunião realizada entre representantes dos funcionários das empresas aéreas, dos patrões e do Ministério Público do Trabalho (MPT) realizada na tarde desta terça-feira (21), em Brasília. Segundo representantes dos aeronautas, a categoria entrará em greve no dia 23. Marcelo Schimidt, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), falou que haverá uma assembleia às 5h do dia 23.
De acordo com os representantes, as empresas oferecem reajuste de 6% e os trabalhadores querem aumento de 13% para aeroviários e de 15% para aeronautas. A reunião foi realizada no MPT das 14h às 17h30. Participaram o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes; o representante das empresas aeroviárias, Odilon Junqueira; o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Marcelo Schimidt; e o presidente da Federação Nacional de Transportes Aéreos, Uébio Silva.
Em coletiva após a reunião, os representantes sindicais classificaram a proposta das empresas aéreas como “provocação”. “Essa proposta é uma provocação. Não deve nem ser considerada”, disse Schimidt. “Se pressionar mais o outro lado [as empresas] tende a negociar melhor”, completou.
Enquanto os trabalhadores reafirmam a convocação da paralisação, as empresas garantem que não haverá greve no dia 23. “Nós achamos que não podemos deixar a sociedade refém de uma situação dessas (...). Não há o menor cabimento de se fazer uma greve no dia 23”, afirmou o representante das empresas aeroviárias na reunião, Odilon Junqueira. Segundo ele, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) continua aberto para negociação.
Os aeroviários e aeronautas divergem sobre a garantia de que os passageiros chegarão a seus destinos. O SNEA afirmou que “vai procurar que todo mundo chegue em seu destino” e pediu que os passageiros tenham “paciência”, pois os trabalhadores da aviação estão em “seu limite”.
30% dos voos
O SNA respondeu que o brasileiro chegará no local de destino no horário apenas “depois que acabar a greve”. Segundo a categoria, durante a greve, 30 % dos voos serão atendidos.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Dagmar Fochesato, disse que gostaria de combinar com as empresas aéreas quais voos sairiam e quais voos não serão realizados, para que a população seja informada da situação. “Lamentavelmente, os que não saírem, as pessoas vão ter problemas”, afirmou.
“A responsabilidade [pela greve] é das empresas aéreas que receberam nossa pauta desde setembro e só vieram analisá-la agora. Nós estamos apostando nessa greve e estamos prontos para ela”, disse Schimidt.
Questionado sobre a alegação de não conseguirem suportar financeiramente a reivindicação da categoria, Junqueira respondeu que as negociações são muito complexas. “São duas categorias diferenciadas, com regulamentações próprias. Então, as empresas hoje fizeram um esforço que é aquele que nos parece mais adequado para a circunstância atual.”
O procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, que conduziu a reunião, disse que acredita na evolução da negociação entre as empresas e os trabalhadores. “Hoje as partes demonstraram uma boa vontade, mas as propostas estão um pouco distanciadas neste momento.”

Reivindicações
Os trabalhadores do setor aéreo dividem-se em duas categorias: aeroviários e aeronautas. Aeroviários são todos os funcionários que ficam em terra, como os que fazem check-in e cuidam do raio X; já a categoria dos aeronautas é formada pela tripulação, ou seja, piloto, copiloto e comissários de voo.
Os aeronautas pedem reajuste salarial de 15%; a definição de três pisos salariais, sendo um para comissários (R$ 2 mil), outro para mecânicos de vôo (R$ 3 mil) e um terceiro para pilotos (R$ 4 mil); reajuste nas diárias de alimentação; reajuste do seguro por morte e invalidez de R$ 9.159,00 para R$ 20 mil; entre outras reivindicações. Já os aeroviários lutam por um reajuste salarial de 13%.
Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) declarou que as duas categorias já receberam este ano reajuste salarial de 6,08%, referente à inflação do período medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). “Esse reajuste já está sendo pago às duas categorias, no 13º e no salário de dezembro.” Ainda de acordo com o representante das empresas, a indústria de transporte aéreo concedeu, nos últimos cinco anos, 6% de ganho real (33,8% de reajuste para uma inflação de 26,7%).
Para o SNEA, aceitar a reivindicação de reajustes de 15% e 13% para os aeronautas e aeroviários, respectivamente, poderia colocar em risco o emprego de milhares de profissionais.

Nova lista de Dilma deixa duas vagas abertas no ministério

PT é indicado para o 15º ministério: Secretaria de Relações Institucionais.

PDT, PR, PP, PC do B e PSB também vão partilhar governo.

A presidente eleita Dilma Rousseff indicou nesta terça-feira (21) o nome de mais cinco ministros, deixando sem titulares apenas o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O anúncio foi realizado através de nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Veja abaixo os nomes:

Fernando Bezerra Coelho (PSB) - Integração Nacional
General José Elito Carvalho - Gabinete de Segurança Institucional
Luiz Sérgio (PT-RJ) - Secretaria de Relações Institucionais
Lêonidas Cristino (PSB) - Secretaria Especial de Portos
Jorge Hage - Controladoria-Geral da União (CGU)
Ao fim das negociações, o PT e o PMDB terão a maior representação e ocuparão os postos considerados estratégicos no próximo governo. Além dos partidos que encabeçaram a chapa presidencial, foram contemplados com cargos no primeiro escalão os aliados PDT, PR, PP, PC do B e PSB.
O PSB, partido de Ciro Gomes, foi o último a ver seu prestígio na coligação traduzido em cargos. No pleito, o PSB fez governadores em seis estados: Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Amapá. O partido também ampliou sua bancada dos atuais 27 deputados no Congresso para 34 a partir de fevereiro.
Na segunda-feira (20), Dilma confirmou a permanência do ministro Alexandre Padilha, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, para assumir a Saúde. Além dele, foram indicados outros seis nomes.

Veja abaixo os nomes já indicados anteriormente:

PT
- Alexandre Padilha (PT) - Ministério da Saúde
- Fernando Pimentel (PT) - Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
- Fernando Haddad (PT) - Educação
- Aloizio Mercadante (PT) - Ciência e Tecnologia
- Ideli Salvatti (PT-SC) - Ministério da Pesca
- Maria do Rosário (PT-RS) - Secretaria de Direitos Humanos
- Paulo Bernardo (PT-PR) - Ministério das Comunicações
- Antonio Palocci (PT-SP) - Casa Civil da Presidência
- Gilberto Carvalho (PT-SP) - Secretaria-Geral da Presidência
- José Eduardo Cardozo (PT-SP) - Ministério da Justiça
- Guido Mantega (PT-SP) - Ministério da Fazenda
- Miriam Belchior (PT-SP) - Ministério do Planejamento
- Luiza Helena de Bairros (PT) - Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial
- Tereza Campello (PT) - Ministério do Desenvolvimento Social

PMDB
- Nelson Jobim (PMDB): Defesa
- Edison Lobão (PMDB-MA): Ministério das Minas e Energia
- Wagner Rossi (PMDB-SP): Ministério da Agricultura
- Pedro Novais (PMDB-MA): Ministério do Turismo
- Garibaldi Alves (PMDB-RN): Ministério da Previdência
- Moreira Franco (PMDB-RJ): Secretaria de Assuntos Estratégicos

PDT
- Carlos Lupi (PDT) - Trabalho

PR
- Alfredo Nascimento (PR-AM): Ministério dos Transportes

PP

- Mário Negromonte (PP) - Ministério das Cidades

PC do B
- Orlando Silva Jr. (PC do B) - Ministério dos Esportes

Sem partido
- Izabella Teixeira - Meio Ambiente
- Ana de Hollanda - Ministério da Cultura
- Helena Chagas - Secretaria de Comunicação Social
- Alexandre Tombini  - presidência do Banco Central
- Luís Inácio de Lucena Adams - Advocacia Geral da União (AGU)
- Antonio Patriota - Relações Exteriores

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Após ataque a MasterCard, Hackers pró-Wikileaks derrubam site da Visa

Empresas de cartões de crédito bloquearam doações para o WikiLeaks.

Grupo 'Anonymous' coordenou ataques por meio de redes sociais.

Hackers atacaram nesta quarta-feira (8) a rede de computadores da empresa de cartões de crédito MasterCard, em retaliação ao bloqueio de doações para o site WikiLeaks. No início da noite, os ativistas do grupo "Anonymous" (em inglês, anônimo) anunciaram que iriam passar a atacar o site da Visa, que também ficou fora do ar.
Os sites das redes de cartão de crédito estão entre os vários atacados pelo "Anonymous", que ameaçou punir as empresas que deixaram de prestar serviços ao site WikiLeaks – centro de polêmica após divulgar documentos da diplomacia dos EUA.
O ataque foi coordenado por redes sociais, como Facebook e Twitter, além de páginas de discussão como o 4chan - um dos epicentros da cultura digital contemporânea e local onde foi formado o Anonymous - e redes de chat via protocolo IRC.
Os pagamentos feitos por usuários da empresa de cartões de crédito foram prejudicados. A Mastercard afirmou que os ataques não afetaram o sistema de pagamentos, mas segundo a rede britânica BBC, clientes de pelo menos uma companhia disseram ter enfrentado uma queda completa do sistema.
Mensagem no fórum 4chan comemora queda de sites de operadoras de cartão 
Mensagem no fórum 4chan comemora queda de
sites de operadoras de cartão (Foto: Reprodução)
A empresa, que não quis ter o nome revelado, afirmou que o serviço de autenticação de pagamentos online, conhecido como Mastercard's SecureCode, deixou de funcionar.
O Anonymous, que assumiu a autoria do ataque, é um grupo de hackers ativistas que diz já ter atingido diversos alvos - incluindo o site dos promotores que acusam o fundador do Wikileaks, Julian Assange, de estupro.
Mais cedo, o funcionário Doyel Maitra, da Mastercard, havia dito que o site corporativo da empresa - Mastercard.com - estava enfrentando um 'tráfego pesado', mas que continuava acessível.
"Estamos trabalhando para restabelecer a velocidade normal do serviço. Não há impacto algum na capacidade dos usuários dos cartões Mastercard ou Maestro de usar seus cartões para transações seguras."
Outros ataquesOutros supostos ataques de hackers bloquearam o site da promotoria sueca e o do advogado responsável pelas alegações de crimes sexuais cometidos por ele, disseram autoridades nesta quarta-feira.
Grupo convoca ataque pelo Twitter.Grupo convoca ataque pelo Twitter. (Foto: Reprodução)
A promotora, cujo mandado de prisão resultou na decisão de um tribunal britânico, na terça-feira, de manter Assange detido, disse que havia informado a polícia sobre o ataque.
"É claro, é fácil pensar que há uma ligação com o WikiLeaks, mas não podemos confirmar isso", disse Fredrik Berg, editor do site da promotoria, falando à Reuters Television.
O site ficou fora do ar durante a maior parte da noite de terça-feira e parte da manhã e tarde desta quarta-feira. Segundo um comunicado, o órgão apresentou uma queixa à polícia depois do incidente.
A promotoria não disse de onde surgiu o ataque, mas uma informação do site Operation Payback, colocada 16 horas antes no Twitter, dizia que a promotoria seria um de seus alvos.
O site Operation: Payback, que diz lutar pela liberdade na Internet, também declarou ter como alvo o site da MasterCard, em aparente retaliação por ter bloqueado doações para o WikiLeaks.
Site da MasterCard, que foi atacado por hackers 
Site da MasterCard foi atacado por hackers, que sobrecarregaram a página. (Foto: Reuters)
A PayPal, que deixou de permitir doações ao WikiLeaks, também foi atacada. A empresa de pagamentos diz que tomou a decisão após o Departamento de Estado americano determinar que as atividades do WikiLeaks eram ilegais nos Estados Unidos.
Outras empresas que se afastaram do WikiLeaks, como o banco suíço PostFinance, que congelou a conta de Assange, também sofreram ataques. O banco diz que o fundador do site forneceu informações falsas ao abrir a conta na instituição.
Especialistas em segurança dizem que os sites foram atacados por um mecanismo chamado DDoS (distributed denial-of-service attack), que faz com que as páginas saiam do ar.

'Ela foi induzida ao erro', afirma advogado de auxiliar de enfermagem

Mulher de 26 anos admitiu à polícia nesta quarta troca de soro por vaselina.

Delegado indiciou funcionária por homicídio culposo, sem intenção de matar.


Auxiliar de enfermagem chega para depor em SP 
Auxiliar de enfermagem chega para depor em
delegacia da Zona Norte (Foto: Letícia Macedo/G1)
O advogado da auxiliar de enfermagem Cátia Aragaki, de 26 anos, que teria aplicado vaselina no lugar de soro na menina Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, no Hospital São Luiz Gonzaga, na Zona Norte de São Paulo, disse que a mulher admitiu a troca em depoimento à polícia, ocorrido na tarde desta quarta-feira (8). “Ela foi induzida ao erro. É a frase que melhor explica o que aconteceu”, afirmou Roberto Vasconcelos da Gama. A funcionária acabou indiciada por homicídio culposo - quando não há intenção de matar.
No fim de semana, Stephanie chegou ao Hospital São Luiz Gonzaga com sintomas de virose e morreu depois de receber vaselina líquida, em vez de soro, na veia. Ela chegou a ser transferida para a Santa Casa, no Centro, mas não resistiu.
Segundo o advogado, Cátia admitiu ter administrado a vaselina na menina, mas afirmou ter sido induzida ao erro por causa da semelhança dos rótulos. A auxiliar chegou às 15h35 ao 73º Distrito Policial, no Jaçanã, para prestar esclarecimentos à polícia. Ela permanecia na delegacia por volta das 18h40, apesar de o depoimento ter acabado.
A auxiliar foi indiciada por homicídio culposo - quando não há intenção de matar. A informação é do delegado-assistente Antônio Carlos Corsi Sobrinho, do 73º DP. A pena prevista para o crime é de um a três anos de detenção. “É um erro que não pode acontecer, imperdoável”, afirmou o delegado.
Em seu depoimento à polícia, a auxiliar de enfermagem tentou explicar de que forma teria acontecido o erro. "Na hora de instalar a medicação, ela disse que pegou os dois frascos, vocês viram que são bem parecidos os rótulos, e ela leu em um hidratação e o outro passou a vista e pensou ter lido hidratação, mas era vaselina", revelou Corsi. O delegado afirmou que a mulher está "muito emocionada, traumatizada", e que "entende que, involuntariamente, causou a morte da menina".
O advogado da mulher considera que o problema foi gerado "pelo acondicionamento das substâncias" - o soro de reparação e a vaselina - no mesmo local, um armário. "Ela aplicou a vaselina justamente em uma total inconsciência em relação ao produto que continha o vasilhame. Nas circunstâncias em que estavam acondicionados as duas embalagens de vidro era impossível que qualquer pessoa percebesse a diferença na hora. Até porque não era do conhecimento dela, que administrava aqueles medicamentos, que existia envasado naquele mesmo tipo de recipiente de soro reparatório vaselina líquida", afirmou.
Frascos vaselina e soro 
Frascoscom vaselina e soro
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Segundo o advogado, ela é formada há dois anos e que há um ano e meio trabalhava no hospital. "Ela só está afastada, já que não tem condições de fazer qualquer tipo de atendimento, pois está muito abalada", disse. O delegado Antônio Corsi disse que as responsabilidades do hospital estão "sendo apuradas".
Além da auxiliar de enfermagem, prestaram depoimento nesta quarta-feira dois médicos e uma advogada do hospital. Antes de concluir o inquérito, Corsi deverá ouvir mais dois médicos que estavam de plantão na sexta-feira.
Depois da troca dos medicamentos, o superintendente da Santa Casa, que administra o Hospital São Luiz Gonzaga, disse que a entidade pretende usar rótulos ou até vidros diferentes para guardar vaselina e soro. A medida deve ser tomada para que o erro não volte a acontecer.

Desabamento deve causar interdição de 45 casas na Zona Leste de SP

Acidente deixou pelo menos 80 desabrigados, segundo a Defesa Civil.

Engenheiros inspecionam 120 moradias na área do deslizamento.



O secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, disse na tarde desta quarta-feira (8) que pelo menos 45 casas deverão ser interditadas pela Defesa Civil por conta de um deslizamento de terra ocorrido na Zona Leste de São Paulo. O acidente ocorreu na tarde desta quarta, na Rua Mendonça Drumond, e deixou ao menos 80 desabrigados. Ninguém ficou ferido.
Além das 21 residências afetadas diretamente pelo deslizamento, outras 24 deverão ser interditadas na região. Segundo o secretário, engenheiros da Prefeitura inspecionam cerca de 120 imóveis do quarteirão que também podem ter sido afetadas.
Camargo afirmou que, das famílias que já foram atendidas pelo serviço social, a maioria foi deslocada para casas de parentes e uma foi encaminhada para um abrigo. Ele disse que disponibilizará para os desabrigados um espaço cedido pela Secretaria Municipal de Esportes.
Moradores, porém, reclamam que não têm para onde ir e rejeitam a possibilidade de ir para albergue. “A gente não pode nem entrar para tirar os móveis. Agora querem levar a gente para um abrigo. E para abrigo ninguém vai, porque ninguém é cachorro”, disse a cobradora Renata Iscanuela, de 20 anos, moradora da Rua Mendonça Drumond.
O secretário acrescentou que a área em aclive foi ocupada irregularmente e já fazia parte de um diagnóstico elaborado pela Prefeitura e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) como área de risco. Ele reconheceu, porém, que partiu dos moradores o aviso para que equipes de emergência atendessem a ocorrência.
Segundo o coronel Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil de São Paulo, equipes do órgão foram acionadas nesta manhã após moradores reclamarem de rachaduras nas paredes das residências. “Por volta do meio-dia houve movimentação de terra. Fizemos retirada das pessoas e de seus objetos de valores”, disse Lima em entrevista à Globo News.
Cerca de 150 homens, cinco assistentes sociais e 100 equipamentos, entre os quais 20 tratores, eram utilizados no trabalho. Por segurança, equipes da Eletropaulo cortavam o fornecimento de energia por volta das 18h.
Desabamento na Zona Leste de SP 
Desabamento de casas na Zona Leste de São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
 

No último Copom de Meirelles, juros ficam estáveis em 10,75% ao ano

Essa é a terceira reunião do Copom na qual os juros ficam inalterados.

Brasil segue na liderança do ranking mundial de juros reais, diz estudo.

Na última reunião sob o comando de Henrique Meirelles, e também do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não surpreendeu e confirmou a expectativa do mercado financeiro ao manter a taxa básica de juros da economia brasileira inalterada em 10,75% ao ano nesta quarta-feira (8). Esse foi o terceiro encontro do Copom no qual a taxa fica estável. Os juros estão no mesmo patamar desde julho deste ano.
Selic 8 de dezembro  a 10,75% 
Gráfico mostra a variação da taxa Selic. (Foto: Editoria de Arte/G1)
A perspectiva de manutenção dos juros foi cristalizada após próprio BC anunciar, na última semana, a elevação dos compulsórios e a consequente retirada de R$ 61 bilhões da economia. A medida contribui para pressionar para cima os juros bancários e conter o crescimento do crédito - um dos pilares do consumo e da inflação. Com isso, evita a necessidade de um ajuste mais rápido nos juros básicos da economia, definidos pelo Copom.
Explicação
Ao fim do encontro desta quarta-feira, o BC divulgou a seguinte explicação: "Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% a.a., sem viés. Diante de um cenário prospectivo menos favorável do que o observado na última reunião, mas tendo em vista que, devido às condições de crédito e liquidez, o Banco Central introduziu recentemente medidas macroprudenciais, prevaleceu o entendimento entre os membros do Comitê de que será necessário tempo adicional para melhor aferir os efeitos dessas iniciativas sobre as condições monetárias. Nesse sentido, o Comitê entendeu não ser oportuno reavaliar a estratégia de política monetária nesta reunião e irá acompanhar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".
Pressões inflacionárias
Apesar do aumento dos compulsórios, a previsão do mercado é de que os juros terão de subir em 2011 para conter as pressões inflacionárias. Até o momento, os economistas dos bancos estimam que a taxa básica começará a avançar em janeiro do próximo ano, já com Alexandre Tombini à frente da autoridade monetária, e que atinjam 12,25% ao ano no fim de 2011.
Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência no sistema de metas de inflação do governo federal, somou 0,83%, o maior valor mensal desde abril de 2005, e, nos onze primeiros meses deste ano, totalizou 5,25%. Para 2011, a previsão do mercado para o IPCA é de 5,2%.
No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Juros reais
Com a manutenção da taxa básica da economia em 10,75% ao ano, o Brasil segue na liderança isolada no ranking mundial de juros reais - que são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses.
De acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros do Brasil está em 4,8% ao ano, mais do que o dobro do segundo colocado (África do Sul, com 2% ao ano). Em terceiro lugar, aparece a Austrália, com juros reais de 1,9% ao ano. A taxa média de 40 países pesquisados está negativa em 0,8% ao ano.
A decisão do BC manter os juros em 10,75% ao ano acontece em momento no qual a maioria das nações têm optado por juros reais próximos de zero, e também, por ações para desvalorizar suas moedas. O objetivo é justamente o de estimular as suas exportações para outros países, a chamada "guerra cambial" - expressão cunhada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Juros altos atraem capital em busca de melhores remunerações. Entretanto, para conter a entrada de recursos no Brasil, e tentar frear o ingresso de dólares, o governo elevou o IOF sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa de 2% para 6% em outubro deste ano, assim como também elevou a tributação cobrada sobre a margem de operações no mercado futuro.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Banco Central sobe compulsório e retira R$ 61 bilhões da economia

Com isso, instituição pode ter uma trajetória mais suave nos juros básicos.


O Conselho Monetário Nacional (CMN) e a diretoria do Banco Central decidiram elevar a alíquota do depósito compulsório (recursos que têm de ser mantidos na autoridade monetária) sobre depósitos à vista de 8% para 12% e, também, sobre depósitos a prazo, que passou de 15% para 20%., informou nesta sexta-feira (3) o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles.
Com a medida, o governo está retirando R$ 61 bilhões em da economia brasileira - recursos que não poderão ser mais utilizados pelos bancos para empréstimos a empresas e pessoas físicas. Ao enxugar os recursos existentes para empréstimos das instituições financeiras, o BC contribui para pressionar para cima os juros bancários e isso pode ser uma alternativa à uma subida maior da taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 10,75% ao ano.
A crise financeira também mostrou que há uma correlação entre condições excessivas de liquidez do sistema financeiro no curto prazo e solvência no médio prazo"
Henrique Meirelles
A expectativa do mercado financeiro, neste momento, é de que os juros básicos subam 1,5 ponto percentual em 2011, para 12,25% ao ano. O aumento dos compulsórios, e da taxa básica de juros, são formas de o Banco Central tentar conter o crescimento da inflação. Nas últimas semanas, o mercado financeiro tem subido consistentemente a sua previsão de inflação para este ano, que já está em 5,72%, e também para 2011 (5,20%). Ambas acima da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais (entre 2,5% e 6,5%).
"As condições atuais justificam a recomposição das alíquotas dos compulsórios aos níveis pré-crise. Portanto, a diretoria do BC decidiu elevar os recolhimentos das alíquotas dos depósitos a vista e a prazo", informou o presidente da instituição, Henrique Meirelles. Segundo ele, o recolhimento total vai ficar em R$ 10 bilhões acima do que prevalecia antes da crise financeira internacional. "Isso é função da expansão real dos depósitos nesse período", explicou ele.
O presidente do BC confirmou que a definição dos juros, e a política de compulsório da instituição, são "canais complementares". Explicou também que a medida evita o surgimento de "bolhas" no mercado de crédito e, também, de riscos para o sistema financeiro. "A crise financeira também mostrou que há uma correlação entre condições excessivas de liquidez do sistema financeiro no curto prazo e solvência no médio prazo", acrescentou Meirelles.